Hotéis sábado, 15 de Agosto de 2009 |

Gosto de hotéis. Gosto do conforto, dos quartos sempre novos, sempre misteriosos.
LightParadox
...catalogue nostalgique des plaisirs de la vie.


Gosto do miolo do pão. Gosto muito. Gosto porque é fofo, é suave, é homogéneo, é simples, é branquinho e é... fofo. Gosto dele torrado, tostado, barrado, ensopado, arrancado em pedaços ou retirado com mestria. Gosto de miolo acabado de nascer, quente e fumegante, com uma noz de manteiga a desfazer-se lentamente. E a côdea? Trágica crosta queimada, facilmente rejeitada e indesejada. Rude, rija, irregular. Hedionda! Tenho por ela grande admiração, pois é do seu inevitável sacrifício, da sua heróica imolação, que nasce a verdadeira perfeição pasteleira: o miolo.

Gosto de coleccionar pedras dentro de um aquário. Sempre que encontro uma pedra bonita guardo-a para a juntar às restantes (questões acerca da subjectividade da beleza ficam para outros espaços). Tenho um aquário cheio de pedras de vários formatos, minerais e cores. Tenho um aquário cheio de pedras dos mais variados locais. Da foz do Douro, às margens do Mondego, passando pelas praias madeirenses. Das traseiras da minha casa, de vilas à beira Tejo e até conchinhas do Algarve. Gosto de coleccionar pedras, sem qualquer rigor. Coleccionar. E tê-las num aquário na mesinha de cabeceira.



